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sábado, 29 de março de 2008

Numa discussão de ideias, tenho a (in)feliz "ideia" de perguntar:
- O que te atrai mais numa mulher?
Ao que ele responde:
-Nada, nada, eu só tenho olhos p'ra tua sensualidade!
-Deixa-te de tretas! Não quero uma resposta de namorado, quero uma resposta de homem, sincera!
-Não posso responder, tu depois bates-me!
-Não bato nada! Vá, eu prometo!.... Podes dizer...
-Certeza?
-Sim, de certeza, deixa mas é de enrolar e diz logo! ( pensando eu que ele me ia responder com uma parte do corpo, do tipo, lábios, rabo, seios, pernas, o sorriso, o olhar, o que quer que fosse!)
- Oh, então o que eu gosto é de um cabelo castanho clarinho, meio encaracolado, com nariz pequenito, olhos verdes, um corpinho esbelto, mas não muito magro, umas pernas e um rabo daqueles que ficam mesmo bem em qualquer tipo de calças. Chega?
- Resumindo, tudo o que eu não sou...
-'Tás a ver? Era isto que eu não queria.... Mas foste tu que pediste!
-Tens de reconhecer que saber que não encaixo em nenhum dos "parâmetros", que não pertenço ao "ideal" de beleza ou sensualidade, ou o que seja, do meu namorado, não é de todo, a melhor coisa!


Mas quem me mandou a mim perguntar???? Também não tenho culpa que ele me tenha feito a descrição completa da rapariga dos seus sonhos! Eu só perguntei o que o atraía mais!..... humpf!
Magoei!

quinta-feira, 13 de março de 2008

"Entra e espera por mim à porta do quarto!".
Amarrou-me um lenço à volta dos olhos, queria fazer-me uma surpresa! "Senta-te e não espreites!". Obedeci. Fiquei ali, sentada por uns tempos... estava a ficar irrequieta, excitada e acima de tudo, nervosa! O meu coração batia tão rápido! Finalmente disse-me que podia tirar a venda. Nem queria acreditar naquilo que os meus olhos viam. Mais uma vez, aquele não parecia o quarto dele! Era um outro mundo!Havia velas espelhadas pelo chão, mesas de cabeçeira e secretária, e um aroma bastante agradável. No chão, colchões com ma manta e almofadas. Na prateleira de baixo de secretária estavam duas taças, uma de chocolates e outra de morangos.
O cerário era o ideal, e o desejo era maior ainda, no entanto, estivemos a conversar, deitados, trocando carícias e oferecendo morangos um ao outro. Beijámo-nos, despimo-nos. Os sus beijos despertavam os meus sentidos, um por um. Percorreu todo o meu corpo com os seus lábios. Deixou-me em brasa! Completamente excitada e desejosa de o sentir dentro de mim! "Tenho uma outra surpresa!" -disse-me. "O quê?" - perguntei. "Deita-te e vê!"-respondeu-me.
Obedeci. Devo ter ficado quase da cor dos morangos quando me apercebi que era um kamasutra em vídeo. Abracei-me a ele, e baixei um pouco o olhar. "Se não quiseres, não vemos, ok?" - disse-me. "Não, está tudo bem, só não estava à espera!" - respondi. Vimos o filme até ao fim, entre trocas de beijos, morangos e chocolates.
"Inspirada?" - sussurrou-me ao ouvido num tom provocador.
"Muito!" - sussurrei eu também.
E assim, satisfez o meu desejo, e o seu. Naquele nosso ninho de amor. Entreguei-me e naquele momento, fui completamente sua! Sua mulher, amante e amiga! Sorrimos, ofegantes.

quarta-feira, 5 de março de 2008

















Ver-te dançar com outra rapariga fez-me impressão. Relembrei todos os momentos em que, em vez dela me encontrava eu, as vezes em que senti as tuas mão na minha cintura, e como isso deixava o meu coração a bater apressado. Mexeu comigo. Sorri. Seguíste em frente e fico feliz por isso, pois também eu segui em frente. Fazes parte do meu passado, um passado no qual fui feliz, do qual só me restam boas memórias.

Que sejamos, os dois, muito felizes!

terça-feira, 4 de março de 2008

De à uns meses para cá sinto-me a pessoa mais sozinha do mundo.

Sinto que não sou normal, que não estou bem! Sinto que existe algo de errado. O quê? Sinceramente não sei. Não percebo, ou talvez não queira perceber. O que é certo, é que algo está errado comigo.
Tenho "ataques" nervosos a todo o momento. Irrito-me com facilidade e começo a gritar com as pessoas. Eu não sou assim, ou pelo menos não era. "És a pessoa mais calma que conheço, tens uns "espírito hippie" que admiro muito!" - costumavam dizer-me. Aceitava todas as brincadeiras, mesmo quando não lhes achava piada. Sorria, nem que fosse por momentos.
Sinto falta de amigos, de sair, de liberdade e acima de tudo, falta de estar com ele, de ter um dia inteiro só para nós!
Vivo sufocada nesta amargura. Não sei o que fazer.